14 de abr. de 2011

Aceitando as diferenças


 Em meio aos cristãos em geral, existe o jeito de amizade mais ímpia possível , e qual é? É  a forma dos que amam moralmente.
Amar apenas moralmente é o mesmo que amar enquanto a pessoa se comporta como a gente. Se ela for diferente, adorar diferente, ter um estilo de vida alternativo ao que vivemos ou apenas culturalmente diferente da massa cristã tradicional, ele será desprezado, será julgado como não estive-se fazendo a vontade de Deus, mesmo ele obedecendo todos seus mandamentos de coração, mas o que é visto por esse tipo de cristão é apenas a aparência e não o seu conteúdo.
Ora, mas Jesus em seus ensinamentos mandou amar até seus inimigos, quanto mais os diferentes!
Além disso, ele disse que amar os que nos amam e tratar bem os que nos tratam bem é apenas um comportamento pagão, pois é assim que um não cristão faz uns com os outros.
Jesus disse que deveríamos buscar amar e ser amigos do jeito do pai celeste, que não faz exceção de pessoas, e ama a todos sem diferenças.
Mas no meio cristão acontece o inverso, em geral não se alcança o nível de muitos que não são crentes. A sociedade pagã é capaz de aceitar e defender o diferente, mas a igreja não é.
No dia em que o cristão amar e for misericordioso para com todos, e não se separar  de outros cristãos apenas porque eles se expressam de modo diferente, adoram escutando outros ritmos diferentes, evangeliza de maneira diferente que os tradicionais ou se veste de maneira diferente – nesse dia a sociedade em geral verá a nossa luz, e glorificará o nosso Pai Celestial. 
“amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12).
João Paulo Sun


1 de abr. de 2011

Em busca de um refúgio

No começo deste ano me mudei para um apartamento que tem vista para o mar. Qual surfista não gostaria de ter este privilégio? Depois de um bom tempo de espera, em fim aconteceu.

A influência que o mar tem sobre nós é maravilhosa. Sentar na varanda ou na areia, em fim, estar diante desta imponente criação de Deus é indescritível.

Passei uma boa parte da minha infância em Itacimirim, litoral norte da Bahia.

Quando a maré fica seca, muito seca, as pedras ficam bem expostas e podemos contemplar um visual fantástico, água azul, sol, coqueiral, aquelas esquerdas do coral... Sem comentários.

Quantas vezes escutei a seguinte frase: "Vou alí tomar um banho de mar para dar uma renovada". Enfim, é notório e prazeroso desfrutar do mar. O surfista tem esse privilégio de ter como área de atuação o mar.

Portanto, teoricamente, deveríamos ser os mais tranquilos. Sem brigas no mar, sem ondas rabiadas, sem localismo, em harmonia total.

Essa tese é um pouco diferente da realidade. Percebemos uma grande incoerência, afinal se estamos constantemente em um lugar como o mar, desfrutando de tudo isso que falei, como podemos ver e ter sentimentos ruins que afloram em nosso coração?



Jesus nos deu um belo conselho: "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" Romanos 14. “Porque o reino de Deus está dentro de vós” Lucas 17.

Diante desta afirmação de Jesus, só podemos chegar a uma conclusão: O mar que nos traz a paz, aquela que não depende de circunstância, está dentro de nós, dado por Cristo e disponível a todos, independente de qualquer coisa, basta querer.

Valeu galera por mais esta oportunidade de batermos esse papo. Que Deus proporcione mais do que um surfe em paz, mas uma vida cheia de paz.

Marco Pellegrino
Missão Surfistas de Cristo